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    Cientistas exploram o uso de peptídeos de camarão como alternativa aos antibióticos na carcinicultura

    O setor de cultivo de camarão enfrenta desafios constantes devido a surtos de doenças que causam perdas econômicas bilionárias em todo o mundo. Tradicionalmente, o uso intensivo de antibióticos tem sido a principal ferramenta de controle, mas essa prática gerou preocupações graves sobre o surgimento de bactérias resistentes e a presença de resíduos químicos no meio ambiente. Diante disso, pesquisadores da Universidade Nitte, na Índia, publicaram uma revisão detalhada sobre os Peptídeos Antimicrobianos (AMPs), pequenas moléculas produzidas naturalmente pelo sistema de defesa dos crustáceos que podem revolucionar a saúde animal.

    Os AMPs como barreira de defesa natural

    Os AMPs funcionam como uma barreira primária de defesa, sendo capazes de combater uma ampla gama de ameaças, incluindo bactérias, vírus e fungos. Diferente dos antibióticos comuns, essas moléculas atuam principalmente através da desestabilização da membrana das células dos patógenos, o que torna muito mais difícil para os microrganismos desenvolverem resistência. Entre os principais tipos identificados em camarões estão as penaeidinas, crustinas e os fatores anti-lipopolissacarídeos (ALFs), cada um com funções específicas para proteger o organismo de infecções graves como a Síndrome da Mancha Branca.

    Produção em larga escala e tecnologia de DNA recombinante

    Para tornar essas soluções viáveis em larga escala nas fazendas de cultivo, a ciência aposta na tecnologia de DNA recombinante. Esse processo permite a produção industrial de peptídeos em sistemas de laboratório utilizando leveduras ou bactérias, criando aditivos alimentares de baixo custo que podem ser integrados diretamente na dieta dos camarões. Estudos demonstram que a suplementação com esses componentes não apenas aumenta as taxas de sobrevivência contra doenças como a Vibriose, mas também pode melhorar o crescimento e o desempenho geral dos animais.

    Nanoformulação e o futuro da carcinicultura

    O futuro dessa tecnologia envolve estratégias ainda mais avançadas, como a nanoformulação. Ao encapsular os peptídeos em nanopartículas de materiais como o quitosano, os pesquisadores conseguem proteger as moléculas da degradação e garantir que elas sejam entregues de forma certeira no organismo do camarão, aumentando a eficácia do tratamento. Além disso, o uso de ferramentas de edição genética, como o sistema CRISPR/Cas9, surge como uma possibilidade para desenvolver linhagens de camarões naturalmente mais resistentes a doenças específicas.

    Essa transição para bioterápicos mais sustentáveis promete não apenas aumentar a rentabilidade dos produtores, mas também garantir um produto final de melhor qualidade para os mercados internacionais, livre de resíduos químicos prejudiciais. Para os interessados em se aprofundar nos mecanismos biológicos e nas diversas classes dessas moléculas de defesa, convidamos você a acessar o artigo completo e explorar os detalhes desta pesquisa.

    Fonte: Recombinant shrimp antimicrobial peptides as alternative biotherapeutics in aquaculture: An exploration of future prospects

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