Uma grande apreensão de pescado mobilizou autoridades ambientais e de saúde pública no Amazonas no início de fevereiro de 2026. Ao todo, cerca de 100 toneladas de peixe e outros produtos aquáticos foram confiscadas em um frigorífico no município de Manacapuru, a aproximadamente 68 quilômetros de Manaus.
A ação ocorreu em meio a um alerta sanitário relacionado à chamada “doença da urina preta”, condição grave associada ao consumo de pescado contaminado ou mal conservado.
Fiscalização identificou irregularidades no frigorífico
A operação foi conduzida pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), com apoio do Batalhão de Policiamento Ambiental da Polícia Militar. Durante a fiscalização, os técnicos identificaram o armazenamento irregular do pescado e a ausência de licença ambiental válida para o funcionamento do estabelecimento.
Além disso, os agentes constataram o descumprimento de um embargo administrativo já existente no local. Por esse motivo, o Ipaam manteve e reforçou a interdição da atividade.
Multas ultrapassam R$ 2 milhões
Diante das infrações, o órgão ambiental aplicou multas que, somadas, ultrapassam R$ 2 milhões. O pescado apreendido permaneceu sob custódia do Ipaam e está proibido de ser comercializado.
Segundo o instituto, a medida busca impedir riscos à saúde pública e coibir práticas irregulares na cadeia de comercialização do pescado.
Alerta sanitário está ligado à síndrome de Haff
A fiscalização ocorre em um contexto de alerta sanitário no Amazonas. Isso porque autoridades de saúde registraram casos da síndrome de Haff, conhecida popularmente como “doença da urina preta”.
A condição está associada à ingestão de peixes contaminados ou mal conservados. Essas substâncias podem liberar toxinas capazes de provocar reações graves no organismo humano.
Os sintomas costumam surgir em até 24 horas após o consumo do alimento. Entre eles, destacam-se dores musculares intensas, fraqueza e alteração na coloração da urina.
Autoridades reforçam orientações à população
Diante desse cenário, especialistas orientam a população a adquirir pescado apenas em estabelecimentos licenciados. Dessa forma, é possível garantir a rastreabilidade e a segurança sanitária dos produtos.
Por fim, o Ipaam informou que as ações de fiscalização continuarão intensificadas na região. O objetivo é reduzir riscos à saúde pública e assegurar o cumprimento da legislação ambiental.
Mais informações estão disponíveis no site oficial do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam).










