O principal desafio é garantir que os componentes da vacina não sejam destruídos pelas condições ácidas e pelas enzimas do estômago do peixe antes de chegarem ao intestino. Apesar do grande potencial, a aplicação comercial ainda enfrenta obstáculos biológicos. Para solucionar isso, a ciência tem apostado em tecnologias de encapsulamento, utilizando materiais como o quitosano (derivado de carapaças de crustáceos) e alginatos para proteger os antígenos. Outra frente promissora é o uso de probióticos e leveduras como veículos de entrega, que ajudam a “transportar” a vacina com segurança pelo sistema digestivo.
Como os crustáceos não possuem um sistema imunológico adaptativo com memória igual ao dos peixes, as vacinas orais são projetadas para estimular mecanismos naturais de defesa conhecidos como “estimulação imunológica”. No setor de camarões, os avanços também são notáveis para combater enfermidades como a Doença da Mancha Branca (WSD). O uso de proteínas recombinantes e até biotecnologia com microalgas tem demonstrado resultados experimentais positivos, apontando para métodos de controle de doenças mais sustentáveis e menos invasivos nas fazendas de cultivo.
O desenvolvimento dessas soluções representa um passo fundamental para uma aquicultura mais eficiente e focada na saúde preventiva. Se você deseja entender profundamente os mecanismos técnicos e os resultados das vacinas testadas para cada espécie, convidamos você a acessar o artigo completo para se aprofundar no tema.
Fonte: Oral antiviral vaccines in aquaculture: Current status, challenges, and future prospects










