back to top
ionicons-v5-q
ionicons-v5-q
More

    Biofilme feito com pele de peixe pode virar alternativa sustentável para alimentos

    Pesquisadores brasileiros desenvolveram um biofilme a partir da pele do peixe amazônico tambatinga. O material pode substituir parte dos plásticos convencionais usados em embalagens de alimentos.

    A iniciativa resulta de uma parceria entre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Pecuária Sudeste) e a Universidade de São Paulo (USP). Além disso, o estudo recebeu apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).

    A pesquisa integra as atividades do Centro de Pesquisa em Alimentos (Food Research Center – FoRC). Dessa forma, o trabalho reforça a busca por soluções sustentáveis para a cadeia de embalagens.

    Inovação a partir de resíduos da aquicultura

    Os cientistas utilizaram a pele do tambatinga como matéria-prima principal. Esse peixe resulta do cruzamento entre tambaqui e pirapitinga e apresenta bom desempenho produtivo.

    Além disso, o tambatinga possui elevado rendimento de colágeno. Por esse motivo, os pesquisadores escolheram sua pele como fonte renovável de biopolímeros.

    Normalmente, a indústria descarta esse material como resíduo. No entanto, o estudo demonstrou que ele pode ganhar valor em aplicações tecnológicas.

    O processo começa com a limpeza das peles. Em seguida, os pesquisadores extraem a gelatina usando água quente e ácido acético.

    Depois disso, eles incorporam a gelatina a uma solução formadora de filme. Como resultado, obtêm um material transparente, flexível e com superfície uniforme.

    Resultados dos testes iniciais

    Os testes laboratoriais mostraram que o biofilme apresenta boa resistência mecânica. Além disso, o material bloqueia de forma eficiente a radiação ultravioleta.

    Outro resultado relevante envolve a permeabilidade ao vapor d’água. Nesse aspecto, o biofilme apresentou desempenho superior ao de outros biopolímeros à base de gelatina.

    Por essas características, o material se mostra adequado para embalagens de alimentos secos.

    Limitações e próximos passos

    Apesar dos avanços, o biofilme ainda apresenta sensibilidade à umidade. Por isso, seu uso atual se restringe a produtos como nozes e castanhas.

    Por outro lado, os pesquisadores avaliam que melhorias tecnológicas podem ampliar as aplicações do material. Esses avanços são necessários para o contato com alimentos frescos ou úmidos.

    Mesmo com esses desafios, o estudo indica um caminho promissor. A utilização de resíduos da piscicultura pode reduzir o uso de plásticos derivados do petróleo.

    Dessa maneira, a pesquisa contribui para o desenvolvimento de embalagens mais sustentáveis no setor de alimentos.

    Fonte: Biofilme feito com pele de peixe pode ser alternativa sustentável para a embalagem de alimentos

    - Advertisment -
    • Supra
    • TatilFish
    • AcquaSul
    • Beraqua
    • FAI FARMS
    • Veromar
    • Inve

    Veja também

    Posts relacionados