A Polícia Federal apreendeu cerca de mil peixes ornamentais retirados ilegalmente dos rios da Amazônia durante uma operação no Aeroporto Internacional de Tabatinga, no Amazonas. Na ação, os agentes prenderam um homem suspeito de envolvimento direto no contrabando de fauna aquática.
Além de revelar um crime ambiental ainda pouco visível, a fiscalização expôs uma prática recorrente que ameaça a biodiversidade amazônica. Os responsáveis transportavam os peixes sem autorização ambiental e sem qualquer controle sanitário, com destino ao mercado internacional de aquarismo.
Tabatinga ocupa posição estratégica no tráfico transnacional
Localizada na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, Tabatinga desempenha um papel estratégico na logística do tráfico de espécies aquáticas. Segundo as autoridades, traficantes utilizavam a rota entre Manaus e Tabatinga para escoar peixes ornamentais de forma clandestina, aproveitando a complexidade da fiscalização na região.
Durante a abordagem, os policiais encontraram os animais acondicionados de maneira inadequada, em sacos plásticos com pouca água. Dessa forma, a prática caracterizava maus-tratos e aumentava significativamente a mortalidade das espécies antes mesmo da chegada ao destino final.
Retirada ilegal compromete ecossistemas aquáticos
A captura indiscriminada de peixes ornamentais compromete os ciclos biológicos naturais e o equilíbrio ecológico dos rios amazônicos. Como consequência, a redução das populações locais pode provocar impactos em cadeia, afetando outras espécies e a dinâmica dos ecossistemas aquáticos.
Além disso, especialistas alertam que o tráfico de fauna aquática funciona como um crime silencioso. Embora seja difícil mensurar o volume total de espécies contrabandeadas, sabe-se que o comércio ilegal movimenta valores elevados no mercado internacional, ampliando a pressão sobre a biodiversidade amazônica.
Fiscalização ambiental e destino dos animais
Após a apreensão, os agentes encaminharam os peixes ornamentais ao órgão ambiental competente, que realizou a avaliação técnica e definiu os cuidados necessários. Posteriormente, o órgão determinou a destinação adequada dos animais, conforme a legislação de proteção da fauna silvestre.
Segundo a Polícia Federal, a operação integra um esforço contínuo para combater crimes ambientais e reforçar o controle das fronteiras na Amazônia. No entanto, autoridades e especialistas destacam que políticas públicas integradas, cooperação internacional e alternativas econômicas sustentáveis para comunidades ribeirinhas também são fundamentais.
Assim, o combate ao tráfico de peixes ornamentais torna-se essencial para preservar os rios amazônicos e manter a diversidade biológica da região, considerada uma das mais ricas do planeta.
Fonte: Peixes ornamentais apreendidos em Tabatinga; um preso | G1










