Apesar do desempenho de crescimento positivo em todos os níveis, a análise fisiológica apontou que a moderação traz os melhores resultados metabólicos. A substituição de 25% da farinha de peixe pela farinha de barata resultou em uma melhora na digestibilidade da gordura na dieta. No entanto, níveis de substituição superiores a 25% levaram a uma diminuição na digestibilidade da proteína bruta e na atividade de enzimas digestivas importantes, como a tripsina e a amilase, quando comparadas ao grupo de controle.
O estudo também investigou profundamente a saúde intestinal dos animais. Foi observado que dietas com altos níveis de substituição, especialmente entre 75% e 100%, reduziram a contagem de vilosidades intestinais. Por outro lado, a inclusão da farinha de barata trouxe benefícios à microbiota, reduzindo significativamente a abundância relativa de bactérias do gênero Clostridium, que são potencialmente patogênicas. Essa modulação da comunidade microbiana sugere que o ingrediente pode contribuir para a mitigação de doenças inflamatórias e infecções intestinais nas tilápias.
Os autores concluíram que a substituição de até 25% da farinha de peixe por farinha de barata americana é totalmente viável e não causa efeitos adversos na morfologia intestinal ou no metabolismo das tilápias juvenis. O trabalho reforça que a farinha de barata é uma fonte de proteína abundante e nutricionalmente valiosa, representando uma alternativa promissora para a formulação de rações mais ecológicas e economicamente sustentáveis na aquicultura.
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