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    Pescado brasileiro fica fora da nova lista de redução de tarifas dos Estados Unidos

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que reduz para zero a tarifa de 40% aplicada a alguns produtos brasileiros. A medida entrou em vigor de forma retroativa a 13 de novembro e contempla itens como café, carne bovina, frutas, petróleo e peças de aeronaves. Como resultado, setores estratégicos do agronegócio demonstraram otimismo com a decisão.

    No entanto, o setor de pescados brasileiro permaneceu fora da nova lista de isenções tarifárias. Essa exclusão preocupa produtores e entidades representativas, especialmente porque os Estados Unidos figuram entre os principais destinos das exportações nacionais de pescado. Além disso, a decisão ocorre em um momento de expectativa por avanços que pudessem ampliar a competitividade do produto brasileiro no mercado externo.

    Impactos sobre o mercado de pescados

    A ausência do pescado na lista de tarifa zero provoca efeitos imediatos em toda a cadeia produtiva. Como consequência, empresas já relatam paralisações de embarques, o que afeta portos, embarcações, indústrias e unidades de produção. Dessa forma, a continuidade das operações voltadas aos Estados Unidos se torna um desafio crescente.

    A Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR) reforça que a tilapicultura, hoje uma das atividades mais importantes para exportação, enfrenta forte vulnerabilidade. Com a tarifa mantida em níveis elevados, as vendas externas perdem competitividade e deixam de ser economicamente viáveis. Por isso, diversas empresas avaliam a redução de envios ou mesmo a suspensão temporária das exportações.

    Diante desse cenário, entidades ligadas à pesca e à aquicultura pedem que o governo brasileiro adote medidas urgentes. Além disso, defendem a abertura de novas negociações para diminuir o impacto sobre produtores e garantir a continuidade da atividade exportadora.

    Projeções para os próximos meses

    Caso a situação permaneça sem ajustes, o setor de pescados poderá enfrentar desdobramentos graves nos próximos meses. Por consequência, milhares de empregos ligados à pesca, ao processamento e à exportação correm risco. Empresas que atuam no mercado externo já analisam a possibilidade de reduzir ou encerrar operações direcionadas aos Estados Unidos.

    O presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), Eduardo Lobo, destaca o sentimento do setor. “Estamos obviamente felizes pelos setores que avançaram, mas frustrados por não vermos evolução e priorização do pescado pelo governo brasileiro”, afirma.

    Assim, representantes do setor reforçam que a discussão deve avançar com urgência para evitar prejuízos maiores e preservar a competitividade internacional do pescado brasileiro.

    Fontes: Peixe BR CNN Brasil

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