Impacto nos sistemas de aeração
O incidente teve início durante a tarde do dia 29 de setembro, quando ventos intensos e precipitações danificaram a infraestrutura elétrica da região. Segundo relatos da fazenda Mais Fish, o fornecimento de energia ficou paralisado por mais de 24 horas. Durante esse período, os equipamentos responsáveis pela aeração da água em 15 viveiros deixaram de funcionar. Sem eletricidade para movimentar a água, houve uma queda drástica na disponibilidade de oxigênio, inviabilizando a sobrevivência dos animais. A mortalidade em massa atingiu lotes de peixes que já estavam em estágio avançado e seriam destinados ao processamento industrial nos meses seguintes.
Posicionamento da concessionária e gestão de riscos
A Companhia Paranaense de Energia (Copel) informou, por meio de nota, que o temporal causou danos estruturais significativos à rede elétrica local. Os responsáveis pelo empreendimento confirmaram ter protocolado um pedido de ressarcimento junto à concessionária para tentar mitigar as perdas financeiras. A companhia declarou que as solicitações dessa natureza são avaliadas rigorosamente segundo os critérios aplicáveis ao atendimento.
O caso evidencia a necessidade de ampliar o acesso a tecnologias de segurança energética e fortalecer o planejamento de gestão de riscos na piscicultura, buscando equilibrar o investimento em prevenção com a proteção de um patrimônio produtivo que pode sofrer perdas milionárias em poucas horas.
Fontes: CompreRural/G1
