- Advertisment -
Alisul Supra

Por que estou vendo isso?

Para manter o conteúdo 100% gratuito, a Aquaculture Brasil conta com o apoio de parceiros referência no setor.

Visitar parceiro →

Análise CNA: Aquicultura brasileira cresce, mas custos externos e importações acendem alerta

A aquicultura no Brasil mantém uma expansão anual próxima a 10%, mas o setor esbarra nos altos custos estruturais e na forte entrada de pescados estrangeiros. É o que revela a publicação “Cenários de mercado e custos na aquicultura”, lançada no final de setembro pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), por meio do Projeto Campo Futuro, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e elaboração técnica da Nova Aqua. O levantamento também indica que o consumo interno de pescado tem se mantido estável.

O peso da porteira para fora

O documento aponta que a competitividade do produtor brasileiro não é prejudicada pelo manejo interno das fazendas. O desempenho zootécnico de cadeias como a da tilápia, tambaqui e camarão — considerando índices de crescimento, sobrevivência e conversão alimentar — acompanha de perto o nível dos países concorrentes. Além disso, a robusta produção nacional de insumos para rações favorece o controle de custos nessa etapa. No entanto, o problema central está nos fatores externos: logística de transporte, tarifas de energia elétrica, alta carga tributária e burocracia retiram a competitividade do produto brasileiro frente aos importados.

Avanço do filé asiático

A cadeia da tilápia ilustra claramente o impacto das importações. A CNA destaca a entrada expressiva de filé congelado proveniente do Vietnã. Mesmo com a posterior queda nas importações após a Semana Santa — impulsionada pelo recuo sazonal de consumo e por barreiras comerciais aplicadas por alguns estados —, o produto vietnamita continua chegando ao Brasil com preços altamente atrativos. Em julho de 2026, o filé asiático desembarcou cotado a cerca de US$ 4,17 por quilo, o equivalente a R$ 21,48.

Cenário do camarão marinho

Uma situação idêntica afeta os carcinicultores. O relatório detalha que o cultivo do camarão marinho (Litopenaeus vannamei) sofre concorrência direta do produto processado oriundo do Peru, atual líder nas exportações da espécie para o mercado brasileiro. Com valor médio de chegada de aproximadamente US$ 9,30 por quilo (R$ 47,90 em julho de 2026), o camarão peruano desembarca no país custando praticamente o mesmo que o preço de custo da produção nacional, colocando os carcinicultores brasileiros em severa desvantagem.

Organização e potencial

Diante da pressão nos custos e do estreitamento das margens de lucro, a publicação ressalta a necessidade de união do setor e de uma atuação firme das entidades representativas para defender a aquicultura nacional. Com a estagnação global dos estoques pesqueiros naturais, a demanda por pescados exigirá uma produção em cativeiro cada vez maior — um cenário global no qual o Brasil, segundo a CNA, possui um dos maiores potenciais de crescimento.

Fontes: CNA

- Advertisement -
Phibro

Por que estou vendo isso?

Para manter o conteúdo 100% gratuito, a Aquaculture Brasil conta com o apoio de parceiros referência no setor.

Visitar parceiro →
- Advertisment -
Alisul Supra

Por que estou vendo isso?

Para manter o conteúdo 100% gratuito, a Aquaculture Brasil conta com o apoio de parceiros referência no setor.

Visitar parceiro →

Veja também

- Advertisment -
MSD Saúde Animal

Por que estou vendo isso?

Para manter o conteúdo 100% gratuito, a Aquaculture Brasil conta com o apoio de parceiros referência no setor.

Visitar parceiro →
Posts relacionados