O protagonismo da tilápia
A tilápia segue como o motor produtivo do setor no Brasil. O levantamento revela que a espécie foi responsável por 533,7 mil toneladas ao longo do ano, um crescimento de 5,4%. Com esse desempenho, a tilápia passa a representar 68,2% de toda a produção nacional de peixes. O estado do Paraná manteve a ponta na produção da espécie, seguido por São Paulo, com 68,4 mil toneladas, e por Minas Gerais, que entregou 62,3 mil toneladas ao mercado.
Liderança estadual e saltos regionais
No panorama geográfico, a Região Sul consolidou sua importância ao concentrar 35,2% do volume total do país, somando 13,5 mil toneladas adicionais em 2025. O Paraná segue como o maior estado produtor do Brasil, entregando 214,2 mil toneladas de peixes (alta de 6,2%), o que equivale a 27,4% do mercado interno. O pódio estadual é completado por São Paulo e Rondônia.
Apesar de apresentar a menor fatia produtiva entre as cinco regiões (13,6%), o Centro-Oeste registrou a expansão mais acelerada do período. A taxa de crescimento na região atingiu expressivos 28,9%, injetando mais 23,2 mil toneladas de peixes em relação aos resultados de 2024.
Polos de produção e outras espécies
Os dados também demonstram a força produtiva de polos municipais específicos. A cidade de Morada Nova de Minas (MG) assumiu o primeiro lugar no ranking brasileiro, com 32,4 mil toneladas de peixes. Em seguida, destacam-se os municípios paranaenses de Nova Aurora e Palotina, com 26 mil e 18,1 mil toneladas, respectivamente.
O balanço positivo da aquicultura em 2025 estendeu-se para além dos peixes. O país bateu recorde na produção de camarão, que chegou a 172,4 mil toneladas (aumento de 18,2%) e movimentou R$ 3,6 bilhões. A malacocultura, englobando a criação de ostras, vieiras e mexilhões, também apresentou alta de 3,3%, alcançando 9,9 mil toneladas.
Fontes: IBGE
