- Advertisment -
MSD Saúde Animal

Por que estou vendo isso?

Para manter o conteúdo 100% gratuito, a Aquaculture Brasil conta com o apoio de parceiros referência no setor.

Visitar parceiro →

Camarão-gigante-da-malásia altera formato corporal em resposta ao cativeiro

Pesquisadores de Bangladesh demonstraram que o camarão-gigante-da-malásia (Macrobrachium rosenbergii) apresenta adaptações anatômicas significativas impulsionadas pelas características do ambiente natural e pelo cativeiro. Utilizando técnicas avançadas de morfometria multivariada e análise de rede de truss, a equipe avaliou 376 espécimes de ecossistemas fluviais, áreas úmidas sazonais e viveiros de aquicultura para compreender a variação populacional e a plasticidade fenotípica da espécie.

Divergência entre ecossistemas selvagens e o cativeiro

A pesquisa revelou que as populações selvagens possuem traços anatômicos altamente especializados e ajustados à dinâmica hidráulica de seus habitats. Os camarões coletados em rios exibiram perfis corporais mais hidrodinâmicos e aerodinâmicos, permitindo maior eficiência de natação contra correntes fortes. Por sua vez, a população do ecossistema de haor, uma bacia sazonal de águas calmas e turvas em Kishoreganj, apresentou carapaças mais profundas e largas, formato que favorece a estabilidade e a manobrabilidade sobre substratos lodosos.

Em contraste, os espécimes mantidos em cativeiro mostraram uma perda marcante na diferenciação morfológica. Criados em viveiros escavados sob alimentação regular e reduzido estresse hidrodinâmico, os animais de cativeiro desenvolveram estruturas corporais mais robustas e padronizadas. As análises estatísticas confirmaram que, enquanto as populações selvagens puderam ser classificadas com precisão quase total, os estoques cultivados apresentaram forte sobreposição anatômica.

Dimorfismo sexual e especialização anatômica

Além das variações decorrentes do habitat, o estudo evidenciou um acentuado dimorfismo sexual na espécie. Ao avaliar 29 distâncias lineares e 44 medidas de truss, os cientistas observaram que os machos desenvolveram estruturas corporais mais robustas, carapaças amplas e telsons alongados. Essas características são essenciais para a agilidade, locomoção e dominância durante as disputas territoriais e o acasalamento.

As fêmeas, em contrapartida, exibiram abdomens proporcionalmente mais largos e desenvolvidos. Essa modificação anatômica está diretamente associada ao investimento reprodutivo da espécie, garantindo o espaço físico necessário para acolher e proteger a massa de ovos durante o período de incubação.

Impactos no manejo e na seleção de reprodutores

Segundo os autores do estudo, vinculados às universidades Chattogram Veterinary and Animal Sciences University, Noakhali Science and Technology University e Khulna University, a caracterização morfométrica oferece uma abordagem acessível e precisa para discriminar estoques e monitorar a diversidade física. A redução da diferenciação nos viveiros alerta para o impacto do ambiente controlado sobre os traços anatômicos dos animais.

Esses achados fornecem um arcabouço prático para a carcinicultura sustentável, auxiliando no manejo genético e na seleção eficiente de matrizes. Ao identificar como fatores ecológicos e de cultivo moldam a estrutura de Macrobrachium rosenbergii, produtores e pesquisadores ganham novas ferramentas para aprimorar a produção e preservar a resiliência dos estoques.

Fonte: Wild habitats heterogeneity and aquaculture captivity shape population-level morphological divergence in Macrobrachium rosenbergii: Insights from multivariate morphometric approaches

- Advertisement -
MSD Saúde Animal

Por que estou vendo isso?

Para manter o conteúdo 100% gratuito, a Aquaculture Brasil conta com o apoio de parceiros referência no setor.

Visitar parceiro →
- Advertisment -
MSD Saúde Animal

Por que estou vendo isso?

Para manter o conteúdo 100% gratuito, a Aquaculture Brasil conta com o apoio de parceiros referência no setor.

Visitar parceiro →

Veja também

- Advertisment -
INVE Aquaculture

Por que estou vendo isso?

Para manter o conteúdo 100% gratuito, a Aquaculture Brasil conta com o apoio de parceiros referência no setor.

Visitar parceiro →
Posts relacionados