Integração entre pesquisa e conhecimento empírico

Apoiada pela Embaixada Britânica, a comitiva acompanhou as diferentes etapas do setor, desde os centros de pesquisa da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) até a base da operação no médio Rio Negro. Em Barcelos, os pesquisadores vivenciaram a rotina dos pescadores artesanais para entender as reais dificuldades enfrentadas pelas comunidades. A proposta do encontro é utilizar esse diálogo direto para aprimorar a gestão pesqueira, subsidiar políticas públicas e fortalecer o uso sustentável dos recursos naturais.
Segundo Leopoldo Barreto, professor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e coordenador do Grupo Técnico-Científico do Comitê Permanente de Gestão (CPG) de Ornamentais, o contato com os profissionais no campo é essencial. A experiência permite mapear de forma mais precisa as condições de trabalho e as especificidades locais que afetam a produção.
Impacto econômico
A colaboração com os especialistas do Reino Unido também possibilita uma importante troca de experiências importantes para a cadeia dos peixes ornamentais. De acordo com a professora da UFAM, Kedma Yamamoto, o momento foi de grande importância para trocas de conhecimento, apresentação das pesquisas e mostrar a realidade dos peixes ornamentais do amazonas.
A relevância da atividade para a região é expressiva. Estimativas do MPA indicam que Barcelos, consolidada como a capital do peixe ornamental, exporta mais de 40 milhões de espécimes anualmente. O cardinal domina as negociações, representando cerca de 80% desse volume. O setor movimenta a economia de mais de mil famílias e influencia a cultura local. O próximo passo do intercâmbio será converter as pesquisas e as informações coletadas em estratégias práticas que aumentem a competitividade da biodiversidade brasileira no exterior.
