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Tecnologias apresentadas na Eslovênia buscam transformar resíduos da aquicultura

A indústria aquícola europeia avança no desenvolvimento de tecnologias para o reaproveitamento de resíduos oriundos da produção. Diversas iniciativas focadas na conversão de passivos ambientais em matérias-primas para uso industrial, agrícola e comercial foram apresentadas durante o workshop Aquaculture Europe 2026, realizado em Liubliana, na Eslovênia, conforme destaca uma reportagem publicada pelo The Fish Site.O encontro, organizado pela Agência Executiva Europeia para o Clima, a Infraestrutura e o Meio Ambiente (CINEA) em colaboração com entidades do setor, reuniu especialistas, produtores e representantes governamentais. O objetivo central foi debater estratégias eficazes para mitigar o volume de rejeitos gerados na produção aquícola.

Aproveitamento de conchas na construção civil

Um dos destaques do evento foi a apresentação de um projeto voltado à reutilização de conchas de mexilhões combinadas com sedimentos dragados de zonas portuárias. A tecnologia propõe a trituração das conchas calcárias até o estado de pó.

Esse material triturado é então misturado aos sedimentos e a agentes ligantes específicos. O resultado desse processo é a fabricação de blocos de pavimentação, além de estruturas estabilizadas e componentes para a construção de quebra-mares.

Soluções biodegradáveis e reciclagem de plásticos

Outro foco das pesquisas europeias é a substituição dos materiais plásticos tradicionais. Um dos projetos avalia o uso de alternativas biodegradáveis e compostáveis para substituir as redes de polipropileno, amplamente empregadas no cultivo de bivalves.

Além de novos materiais, os pesquisadores apresentaram uma unidade móvel de reciclagem. O equipamento consegue processar as estruturas plásticas já utilizadas nas operações de cultivo, recuperando o polímero para que seja reintroduzido na cadeia produtiva como insumo para novas redes.

Matéria orgânica e desafios regulatórios

Para além das conchas e plásticos, as iniciativas estendem-se ao processamento de resíduos orgânicos derivados da aquicultura e do beneficiamento de pescados. Essas ações provam que os passivos da produção podem gerar novas frentes de negócios e diversificar a economia do setor.

Contudo, representantes da CINEA ressaltaram durante o encontro que a adoção em larga escala dessas inovações esbarra em desafios estruturais. É fundamental promover a capacitação de profissionais e adequações na legislação para que essas práticas sustentáveis integrem a rotina das fazendas aquícolas.

Fontes: The Fish Site

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