O avanço das mudanças climáticas já impacta de forma direta a piscicultura brasileira. Com o aumento da temperatura das águas, cresce também a incidência e a severidade de doenças bacterianas, especialmente a estreptococose, causada por Streptococcus agalactiae. Especialistas alertam que a vacinação estratégica, adequada aos diferentes perfis epidemiológicos regionais, tornou-se ferramenta indispensável para garantir a sustentabilidade sanitária e econômica da atividade.
O setor de piscicultura no Brasil manteve trajetória de crescimento em 2025, com destaque para a tilapicultura. Dados preliminares do Valor da Produção da Aquicultura Paulista apontam aumento de 4% no volume produzido em relação a 2024, alcançando 54,17 mil toneladas, segundo levantamento do Instituto de Economia Agrícola (IEA). No entanto, o cenário climático impõe novos desafios ao setor.
Temperaturas elevadas aumentam a severidade da estreptococose
Estudos recentes indicam que temperaturas superiores a 27°C intensificam significativamente a severidade do contágio da bactéria Streptococcus agalactiae. Em ambientes mais quentes, o microrganismo apresenta maior taxa de multiplicação e maior expressão de fatores de virulência.
Paralelamente, os peixes tornam-se mais suscetíveis ao desafio infeccioso, elevando índices de mortalidade e comprometendo o desempenho produtivo. Nesse contexto, a utilização de vacinas comerciais específicas para os diferentes sorotipos da bactéria é considerada uma das principais estratégias de biosseguridade da tilapicultura moderna.
Vacinação estratégica fortalece a biosseguridade
Com investimento contínuo em pesquisa e inovação, a MSD Saúde Animal disponibiliza no Brasil a vacina AQUAVAC® STREP 4, formulação inativada que oferece proteção contra quatro importantes desafios sanitários da tilapicultura: os sorotipos Ia, Ib e III de S. agalactiae e Streptococcus iniae.
“Estratégias vacinais bem direcionadas são fundamentais para garantir a sustentabilidade do ciclo produtivo, especialmente em períodos de maior variação térmica ambiental. Um diferencial da AQUAVAC® STREP 4 é a proteção frente ao Streptococcus agalactiae sorotipo III, patógeno de elevada relevância sanitária nos sistemas produtivos do Nordeste”, destaca Talita Morgenstern, médica-veterinária e coordenadora técnica da unidade de Aquicultura da companhia.
Estudos de campo demonstram que a vacinação pode reduzir significativamente a mortalidade e contribuir para a estabilidade produtiva ao longo de todo o ciclo de cultivo, com proteção que pode se estender por seis meses ou mais. Além disso, o uso de vacinas diminui drasticamente a necessidade de antibióticos, colaborando para o enfrentamento da resistência bacteriana e fortalecendo a segurança alimentar.
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