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	<title>Arquivo de Sustentabilidade está pra peixe - Aquaculture Brasil</title>
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	<description>Portal sobre produção de organismos aquáticos</description>
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	<title>Arquivo de Sustentabilidade está pra peixe - Aquaculture Brasil</title>
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		<title>Sustentabilidade em cadeia: como a certificação ASC para ração está levando sustentabilidade à base produtiva da aquicultura</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernanda e Tamara]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Dec 2025 20:30:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sustentabilidade está pra peixe]]></category>
		<category><![CDATA[Aquaculture Stewardship Council]]></category>
		<category><![CDATA[aquicultura sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[ASC Feed Standard]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nos últimos anos, a aquicultura tem avançado significativamente na adoção de práticas responsáveis. Contudo, um elo crítico permanecia vulnerável: a origem e o impacto socioambiental da produção da ração. Representando entre 60% e 70% dos custos operacionais, e constituindo a maior parcela da pegada ambiental da atividade, a alimentação passou a ocupar posição estratégica para [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Nos últimos anos, a aquicultura tem avançado significativamente na adoção de práticas responsáveis. Contudo, um elo crítico permanecia vulnerável: a origem e o impacto socioambiental da produção da ração. Representando entre 60% e 70% dos custos operacionais, e constituindo a maior parcela da pegada ambiental da atividade, a alimentação passou a ocupar posição estratégica para assegurar a credibilidade e a consistência das certificações internacionais.</p>
<p><span style="font-family: Verdana, BlinkMacSystemFont, -apple-system, 'Segoe UI', Roboto, Oxygen, Ubuntu, Cantarell, 'Open Sans', 'Helvetica Neue', sans-serif;">Diversos fatores convergiram para o desenvolvimento do </span><a style="font-family: Verdana, BlinkMacSystemFont, -apple-system, 'Segoe UI', Roboto, Oxygen, Ubuntu, Cantarell, 'Open Sans', 'Helvetica Neue', sans-serif;" href="https://www.asc-aqua.org/producers/asc-standards/feed-standard/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">ASC Feed Standard</a><span style="font-family: Verdana, BlinkMacSystemFont, -apple-system, 'Segoe UI', Roboto, Oxygen, Ubuntu, Cantarell, 'Open Sans', 'Helvetica Neue', sans-serif;">, entre eles a crescente pressão por transparência na cadeia de ingredientes, os riscos associados ao uso de farinha e óleo de peixe provenientes de pesca insustentável, a expansão agrícola global com potencial de vínculo ao desmatamento e à conversão de habitats, e a demanda crescente dos mercados europeu e norte-americano por produtos com certificação completa de cadeia. Reconheceu-se, portanto, que sem incorporar o setor de rações ao escopo de avaliação seria inviável garantir que o produto final refletisse uma produção ambiental e socialmente sustentável.</span></p>
<article><span style="font-family: Verdana, BlinkMacSystemFont, -apple-system, 'Segoe UI', Roboto, Oxygen, Ubuntu, Cantarell, 'Open Sans', 'Helvetica Neue', sans-serif;">Com o lançamento do ASC Feed Standard, as fábricas de ração passam a ser avaliadas com o mesmo rigor aplicado às fazendas certificadas, atendendo a critérios ambientais, sociais e de rastreabilidade de ingredientes. A adoção desse novo padrão representa uma transformação estrutural na cadeia aquícola e, em breve, constituirá requisito indispensável para produtores que desejam manter sua certificação </span><a style="font-family: Verdana, BlinkMacSystemFont, -apple-system, 'Segoe UI', Roboto, Oxygen, Ubuntu, Cantarell, 'Open Sans', 'Helvetica Neue', sans-serif;" href="https://www.asc-aqua.org/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">ASC</a><span style="font-family: Verdana, BlinkMacSystemFont, -apple-system, 'Segoe UI', Roboto, Oxygen, Ubuntu, Cantarell, 'Open Sans', 'Helvetica Neue', sans-serif;"> e se manter competitivos em mercados internacionais cada vez mais exigentes.</span></p>
<p>Atualmente, 72 fábricas ao redor do mundo possuem o status “Certified” (certificado) na base de dados do ASC, enquanto outras 31 estão classificadas como “Initial Audit” (em auditoria inicial), indicando que se encontram em processo de certificação. Os cinco países com mais fábricas de ração certificadas são o Vietnã, com 8 unidades, seguido de Chile e Equador, ambos com 6, além de Noruega e Itália, que registram 5 fábricas cada. Já entre as unidades que se encontram em processo de certificação, a Turquia lidera com 5 fábricas, seguida por Vietnã e Índia, cada um com 4, além de México e Venezuela, que possuem 3 fábricas cada.</p>
<p>A partir de 31 de outubro de 2025, todas as fazendas certificadas ou auditadas segundo os padrões ASC devem comprovar o uso de 100% de ração certificada ASC Feed Mill. Caso a fazenda não apresente evidências de cumprimento em auditorias realizadas após essa data, o auditor deverá emitir uma não conformidade. Para que a fazenda não tenha o certificado suspenso, ela deve realizar o tratamento dessa não conformidade conforme as regras definidas no ASC Variance Request VR-1004, documento que possibilita que a avaliação desse requisito ocorra excepcionalmente em prazo alternativo, quando há uma justificativa sólida como a indisponibilidade de ração no mercado ou evidências de engajamento com fábricas de ração. Este documento não deve ser interpretado como uma extensão do prazo e a empresa deve demonstrar algum nível de progresso. Caso a fazenda não feche a não conformidade dentro do prazo definido, as sanções são progressivas, podendo culminar na suspensão do certificado. A sanção máxima, entretanto, é o cancelamento do certificado; nesse caso, se a fazenda perder a certificação, deverá se submeter a um novo processo de certificação.</p>
<p>A análise das empresas certificadas disponíveis na base de dados do ASC mostra um grande volume de fazendas certificadas em países como Chile, Noruega, Equador, Vietnã e China. Muitas dessas operações, inclusive organizadas em sistemas multi-site, enfrentam uma transição particularmente desafiadora para garantir o uso obrigatório de ração certificada. Empresas desse porte, possuem grandes volumes de compra de ração, diversos fornecedores e operações logísticas complexas. Dessa forma, a transição para o cumprimento do requisito exige uniformidade, simultaneidade e escala. No caso do Brasil, o desafio é ainda mais evidente: apesar de já contar com algumas fazendas certificadas, o país não possui nenhuma fábrica de ração com certificação ASC Feed Standard, o que coloca o setor em posição de vulnerabilidade diante das novas exigências. No entanto, há ainda uma janela aberta para que o setor se mobilize, inicie seus processos de certificação e consiga, dentro dos prazos previstos, viabilizar o fornecimento local de ração certificada. É preciso que as fazendas aproveitem essa oportunidade estratégica, a partir do engajamento com as fábricas de ração, por meio de acordos formais, comunicação ativa e o agendamento de auditorias.</p>
<p>A partir desse novo cenário, a pergunta já não é se a cadeia produtiva irá se adaptar ao ASC Feed Standard, mas quem conseguirá fazer isso a tempo.</p>
</article>
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		<title>O mercado de carbono está pra peixe?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernanda e Tamara]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Jul 2025 18:25:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sustentabilidade está pra peixe]]></category>
		<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[créditos de carbono]]></category>
		<category><![CDATA[mercado de carbono]]></category>
		<category><![CDATA[pegada de carbono]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em um mundo onde as mudanças climáticas já afetam safras, cadeias produtivas e economias inteiras, o grande desafio é: como desenvolver uma economia próspera e resiliente diante de um contexto de crise climática? Esta será uma das principais pautas da COP30 — a Conferência Anual das Nações Unidas sobre Mudança do Clima — que acontecerá [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em um mundo onde as mudanças climáticas já afetam safras, cadeias produtivas e economias inteiras, o grande desafio é: como desenvolver uma economia próspera e resiliente diante de um contexto de crise climática? Esta será uma das principais pautas da COP30 — a Conferência Anual das Nações Unidas sobre Mudança do Clima — que acontecerá no Brasil ainda este ano. O objetivo do encontro é claro: reunir lideranças políticas e econômicas para garantir que avancemos nas metas globais para o clima. E essa discussão passa, inevitavelmente, por estratégias eficazes de redução das emissões de gases de efeito estufa — os chamados GHGs (greenhouse gases, do inglês). Em outras palavras, é hora de descarbonizar os sistemas de produção.</p>
<p>A estratégia que tem sido mais amplamente discutida e estimulada para esse fim é o mercado de carbono. De forma resumida, o mercado de carbono é uma estratégia de compensação via transação de volume de carbono, na qual uma instituição ou empresa que deseja reduzir ou zerar o impacto das suas emissões adquire créditos de outras instituições que capturam carbono da atmosfera. Por exemplo, quando uma empresa compra créditos de projetos de conservação florestal, a lógica é que as emissões estão sendo capturadas por essa floresta, deixando de ser emitidas para a atmosfera. Outra possibilidade, dentro dessa mesma lógica, é o caso de empresas que emitem abaixo do que é aceitável para seu setor e, por esse motivo, podem vender créditos referentes a esse excedente que deixou de ser emitido por elas.</p>
<p>Atualmente, o mercado de carbono encontra-se no modelo chamado de mercado voluntário. Isso quer dizer que as instituições que desejam compensar as suas emissões fazem isso por vontade própria, tendo como motivação a conquista de uma reputação de empresa comprometida com as metas do clima ou a necessidade de adequação a uma exigência de mercado. Ainda que a adesão seja voluntária, o processo deve seguir padrões internacionais para que seja credível. Os padrões mais reconhecidos atualmente para créditos de carbono são o Verified Carbon Standard (Verra – VCS) e o Gold Standard. Há também normativas para a elaboração dos inventários de emissões, como a ISO 14064 e o GHG Protocol.</p>
<p>Por outro lado, há também a discussão sobre a necessidade de implementação de mercados regulados. Nesse caso, há a definição regulamentada pelos governos de limites de emissão (ou “cap”) para cada setor, no qual as empresas são obrigadas a se adequarem, seja pela redução nas emissões ou por meio da compensação (compra de créditos). Esse modelo já está sendo implementado em algumas regiões, como a União Europeia e o Canadá, e para alguns setores específicos, como produção de energia e aviação. No Brasil, até o momento, prevalece o mercado voluntário, ainda que o mercado regulado tenha sofrido um avanço recente por meio da aprovação da Lei nº 15.042/2024 que estabelece o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE).</p>
<p>O impacto do mercado de carbono na economia é transversal a todos os setores produtivos. Porém, o agronegócio é um dos setores mais pressionados e estratégicos, por seu impacto no volume de emissões, sua vulnerabilidade às mudanças climáticas, seu potencial de mitigação e sua importância econômica. Nas cadeias do agronegócio, o carbono é um tema que está cada dia mais em alta. Não por acaso: a produção de alimentos é responsável, atualmente, por um terço das emissões globais de GHG, o que é equivalente a aproximadamente 18 gigatoneladas (Gt) de CO2 por ano. Desse total, 71% são emitidos pelas atividades no campo, tanto pelas práticas agrícolas quanto por mudanças no uso do solo ou desmatamento. O Brasil está entre os seis maiores emissores, com um total de 1.3 Gt CO2 por ano (7.4% do global), ao lado da China (2.4 Gt CO2e, 13.5%), Indonesia (1.6 Gt CO2e &#8211; 8.8%), Estados Unidos (1.5 Gt CO2e &#8211; 8.2%), União Européia (1.2 Gt CO2e &#8211; 6.7%) e India (1.1 Gt CO2e &#8211; 6.3%). A boa notícia é que esses números vêm impulsionando uma mudança de mentalidade no setor.</p>
<p>Os grandes players do agro já começaram a se movimentar, com projetos pilotos e iniciativas pontuais voltadas à redução da pegada de carbono. Embora ainda limitadas em escala, as ações em curso sinalizam caminhos estratégicos para a descarbonização. A adoção de sistemas e práticas que emitem menos — como a agricultura regenerativa, o desenvolvimento de insumos com menor fator de emissão (como biofertilizantes), o uso de biocombustíveis e energia fotovoltaica, e o monitoramento para uma cadeia livre de desmatamento — são algumas das tendências mais pulsantes do setor. No entanto, para que isso se prove eficaz, é preciso contabilizar as emissões diretas e indiretas associadas aos sistemas produtivos. Nesse sentido, os grandes players do agro têm investido também na criação de inventários detalhados de emissões. O principal objetivo é mensurar e comunicar, com credibilidade, para o elo seguinte na cadeia produtiva, uma pegada de carbono do produto que seja menor, o que vai impactar a contabilidade de GHG deste próximo elo. Mapear as principais fontes de emissão na cadeia é um passo indispensável para um planejamento de melhoria contínua, com resultados sólidos no longo prazo. A lógica é reduzir as emissões ao máximo possível, e compensar o que não for possível reduzir.</p>
<p>O carbono também é um tópico quente no setor aquícola, onde os stakeholders têm demonstrado um interesse crescente pela pauta — e pelas oportunidades econômicas associadas a ela. A promessa é que a aquicultura teria uma pegada de carbono significativamente menor quando comparado a produção de outras proteínas e, por isso, poderia ingressar no mercado de carbono como um vendedor de créditos. Mas será que essa promessa pode mesmo se tornar realidade?</p>
<p>Antes de qualquer conclusão, é preciso reconhecer: a aquicultura é um setor altamente diverso — em espécies, em sistemas produtivos e, consequentemente, em emissões. Por isso, generalizações não ajudam. Alguns cultivos, como os de algas e moluscos bivalves (ostras, mexilhões), têm emissões notoriamente baixas. Já os sistemas de produção de peixes ou camarões, tendem a ter uma pegada de carbono mais significativa, principalmente pelo uso de insumos. Aqui cabe outro destaque: o inventário de emissões também considera as emissões indiretas. Isso significa que as emissões associadas a produção de ração e fertilizante, transporte, energia elétrica, equipamentos e infraestrutura são contabilizadas. A ração, aliás, costuma ser a principal fonte de emissão nos sistemas de produção que dependem de alimentação formulada. Por ser composta majoritariamente por grãos, cuja produção carrega sua própria carga de emissões, a ração representa um elo crítico da pegada de carbono do setor. Portanto, é preciso olhar para a aquicultura com lupa — e com mais dados.</p>
<p>Em comparação a outros sistemas de produção de proteína, como a pecuária, a aquicultura tem apresentado um volume total de emissões menor quando comparada à produção de bovinos, suínos e aves. Isso está associado às características da aquicultura, mas também ao fato de que o volume de produção é comparativamente menor. Já no que diz respeito à intensidade das emissões, que considera as emissões por tonelada de biomassa produzida, a pegada de carbono da aquicultura está equiparada a produção frango.</p>
<p>A aquicultura pode, sim, ser uma aliada estratégica na agenda da descarbonização. Mas isso exigirá planejamento, inovação e, sobretudo, o compromisso de medir, reduzir e — se necessário — compensar as emissões. O cenário é desafiador, mas também cheio de oportunidades. Em um mundo cada vez mais guiado por métricas de sustentabilidade, a aquicultura pode ocupar um lugar de destaque. A pergunta que fica é: qual será, afinal, o lugar da aquicultura nessa nova economia que está sendo desenhada?</p>
<p><strong>Referências Bibliográficas</strong></p>
<p>BRASIL. Ministério da Fazenda. Sancionada a lei que estabelece as bases para um mercado regulado de carbono no Brasil. Disponível em: https://www.gov.br/fazenda/pt-br/assuntos/noticias/2024/dezembro/Sancionada-a-lei-que-estabelece-as-bases-para-um-mercado-regulado-de-carbono-no-Brasil. Acesso em: 30 jun. 2025.</p>
<p>Crippa, M., Solazzo, E., Guizzardi, D. et al. Food systems are responsible for a third of global anthropogenic GHG emissions. Nat Food 2, 198–209 (2021). https://doi.org/10.1038/s43016-021-00225-9</p>
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		<title>Aquicultura em um novo normal: estamos prontos?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernanda e Tamara]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Dec 2024 12:47:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sustentabilidade está pra peixe]]></category>
		<category><![CDATA[Aquicultura]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Era início de 2020 quando fomos alertados sobre a possibilidade de que passaríamos a viver em um “novo normal”. A pandemia de Covid-19 se consolidava e, radicalmente, ia mudando a forma como nós nos organizávamos, social e economicamente. Naquele momento, o termo “novo normal” passou a ser usado de forma generalizada, indicando que a única alternativa diante daquela realidade adversa era a necessidade de adaptação. De lá para cá, a forma como trabalhamos, consumimos, estudamos e nos relacionamos, por exemplo, foi se moldando a esse tal de “novo normal”. Muitas dessas adaptações se tornaram hábitos adquiridos, abrindo espaço para inovações. É o caso do avanço tecnológico.</p>
<p>A tecnologia avançou a passos tão largos nos últimos anos que o uso de ferramentas antes imaginadas como produtos de ficção científica, como por exemplo os robôs e as inteligências artificiais, têm ganhado o nosso dia a dia e se apresentado como soluções para diversos setores produtivos. É mais um “novo normal” exigindo suas adaptações. Atentas à esta demanda de mercado, as últimas feiras do setor aquícola já debateram esse tema com propriedade e discutiram não só como essas tecnologias podem ser aliadas à produção, mas também os cuidados que devem ser tomados. Fazem bem ao darem ênfase ao tema, pois é preciso conhecer para se preparar.</p>
<p>Há um outro tema que deve impactar a sociedade e seus sistemas produtivos, especialmente os sistemas do agronegócio: as mudanças climáticas. Você já deve ter ouvido falar que os principais efeitos das mudanças climáticas são o aumento na frequência e na intensidade de eventos climáticos extremos como as tempestades, as inundações, as secas prolongadas, as ondas de calor, etc. Eventos que antes eram tidos como raros na escala de tempo da humanidade, agora estão cada vez mais presentes. Apenas em 2024, tivemos as inundações no sul do país e as ondas de incêndios e secas nas regiões norte, sudeste e centro-oeste. Houve um registro recorde de furações no Atlântico norte, inundações no deserto do Saara e em diversos países da Europa. As mudanças climáticas também já são consideradas um “novo normal”, mas têm ganhado menos holofote nas discussões do mundo Aqua.</p>
<p>Mas afinal de contas, por que o setor aquícola deveria se preocupar com esse assunto? Os eventos climáticos extremos podem impactar a atividade produtiva em diversos aspectos. Um período de seca prolongado, por exemplo, pode diminuir consideravelmente a disponibilidade hídrica, principalmente em reservatórios, o que pode alterar a qualidade da água e causar mortalidade. Ondas de calor podem afetar a saúde dos animais, aumentando a probabilidade do surgimento de doenças infecciosas. Períodos de muita chuva podem prejudicar a infraestrutura, danificando viveiros e tanques-rede, aumentando a probabilidade de escape. São muitos os riscos que devem ser prevenidos e mitigados.</p>
<p>No entanto, se houver estratégia diante deste cenário, a aquicultura pode inovar e apresentar vantagens em comparação à outras produções de proteína animal. A diversidade de espécies e de sistemas produtivos nos permite produzir em diferentes ambientes. Além disso, a aquicultura possui uma pegada de carbono menor quando comparada às outras proteínas. Precisamos discutir e implementar um plano de adaptação às mudanças climáticas para o setor aquícola, coordenado em diferentes níveis e com financiamento para pesquisa e extensão rural. Isso nos permitiria construir resiliência em um cenário de possíveis adversidades.</p>
<p>Outras culturas agrícolas já têm se adiantado no desenvolvimento de estratégias de adaptação às mudanças climáticas. Programas de agricultura regenerativa, por exemplo, são cada vez mais comuns entre as gigantes da soja, do algodão e do trigo. No agronegócio, há investimento crescente em linhagens genéticas mais resistentes, em planos de recuperação do solo e em programas de redução de emissões de gases do efeito estufa. Estas iniciativas buscam captar programas de financiamento direcionados e atender novos mercados que são mais exigentes, o que serve de motor para impulsionar a inovação nesse tema.</p>
<p>E nós do mundo Aqua, como estamos nos preparando para esse “novo normal”?</p>
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		<title>Regulamentação da União Europeia irá barrar a entrada de commodities com origem associada ao desmatamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernanda e Tamara]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Nov 2024 14:51:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sustentabilidade está pra peixe]]></category>
		<category><![CDATA[Aquicultura]]></category>
		<category><![CDATA[Commodities]]></category>
		<category><![CDATA[Desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[EUDR]]></category>
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		<category><![CDATA[União Europeia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Regulamentação da União Europeia irá barrar a entrada de commodities com origem associada ao desmatamento. E eu com isso? Em 2019, a União Europeia lançou um plano de sustentabilidade, o Pacto Ecológico Europeu, estruturado por uma série de regulamentações. Entre elas, temos o regulamento 2023/1115, também conhecido como EUDR (European Union Deforestation-Free Regulation), o qual [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<article><strong><strong>Regulamentação da União Europeia irá barrar a entrada de commodities com origem associada ao desmatamento. E eu com isso?</strong></strong><strong><br />
</strong>Em 2019, a União Europeia lançou um plano de sustentabilidade, o Pacto Ecológico Europeu, estruturado por uma série de regulamentações. Entre elas, temos o regulamento 2023/1115, também conhecido como EUDR (European Union Deforestation-Free Regulation), o qual visa barrar a entrada de commodities no território europeu que possuam origem associada à perda de florestas. No regulamento, há uma lista de produtos de base e produtos derivados de 7 commodities que são alvo dessa normativa: bovinos, cacau, café, óleo de palma, soja, borracha e madeira. Interessados podem encontrar a lista completa de produtos no Anexo I do regulamento.A lei entrou em vigor em junho de 2023, mas sua implementação tem um período de carência de 18 meses. Isto significa que o EUDR se tornará efetivamente aplicável a partir de 30 de dezembro de 2024. No entanto, em setembro, o Brasil pediu à União Europeia que a implementação do EUDR fosse suspensa, alegando que a lei fere acordos internacionais nos âmbitos comerciais e ambientais, além de princípios da soberania territorial. Após o apelo feito pelo Brasil e por outros países, a Comissão Europeia propôs o adiamento da implementação do EUDR por um ano. Porém, a proposta ainda precisa ser aprovada pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho da União Europeia.De acordo com o regulamento, exportadores deverão apresentar uma declaração de devida diligência às autoridades competentes, com o objetivo de comprovar que os produtos em questão são livres de desmatamento e estão em conformidade com a legislação do país de origem. Vale ressaltar que a regra se aplica a qualquer desmatamento, realizado legal ou ilegalmente, após 31 de dezembro de 2020. É uma meta bastante ambiciosa.E como seria possível comprovar a origem desses produtos? Na prática, é preciso de rastreabilidade. O que significa que o produto deve ser monitorado desde a fazenda até o armazenamento nos portos, utilizando dados de geolocalização e documentos que comprovem o caminho percorrido até a entrada nos portos europeus. É importante garantir que não haja mistura desse produto com outros que não consigam comprovar a sua origem. Tudo isso respeitando o direito à confidencialidade, quando aplicável. Ou seja, está posto na mesa um desafio de logística bastante audacioso.</p>
<p>De forma geral, a cadeia de commodities se estrutura para produções em larga escala, com regulação de preços pelas leis da oferta e da demanda no mercado internacional. Até então, a lógica adotada sempre foi a de produzir em maior quantidade ao menor custo possível. A cadeia da soja brasileira, por exemplo, se organizou de forma pulverizada pelo país, onde um armazém portuário compra grãos de diversos armazéns intermediários, que podem comprar também de outros armazéns, ou de diversos produtores em diversas localidades, e por aí vai. No cenário atual, é extremamente difícil garantir a segregação ao longo de toda a cadeia produtiva brasileira.</p>
<p>Ao considerarmos o histórico e o contexto de outros países produtores de soja, como, por exemplo, Paraguai, Argentina e Estados Unidos, podemos identificar diferentes cenários de adaptação. O Paraguai possui um cenário parecido com o do Brasil, em termos de estrutura logística e risco de desmatamento. Já a Argentina, que possui características geográficas de um país com poucas áreas florestais, além de ter sofrido um processo de estruturação da cadeia voltada à exportação para os Estados Unidos, estaria mais preparada para atender aos requisitos do EUDR. No entanto, a soja argentina não atende aos padrões de teor de proteína do mercado europeu, e historicamente, adiciona soja do Paraguai aos seus estoques para nivelar a qualidade do produto exportado. No caso dos Estados Unidos, país onde culturalmente o direito à privacidade é um valor imperativo, o maior entrave é obter as informações exigidas pelo EUDR com todos os elos da cadeia.</p>
<p>E o que nós, do mundo dos peixes, temos a ver com isso tudo? Os produtos da aquicultura não constam na lista do EUDR, pelo menos não até o momento. No entanto, em um mundo de cadeias globalizadas, é difícil imaginar que uma mudança importante nos produtos de base não crie um efeito em cascata. Além disso, é muito pouco provável que o EUDR seja revogado ou que o Brasil opte por não aderir às exigências dos mercados globais, principalmente em questões sensíveis como o desmatamento.</p>
<p>O cenário ainda é nebuloso, mas ao que tudo indica, teremos mais tempo para nos prepararmos. A possibilidade de adiamento criou também uma expectativa de maior clareza em relação a critérios, métricas e sistemas de aferição propostos na lei. No entanto, independentemente de quando o EUDR entrar em vigor, à medida que as cadeias se preparam para atenderem a legislação, o que podemos esperar é um aumento geral nos custos. Isto porque para adotar um sistema eficaz de rastreabilidade, muitas empresas e produtores deverão aumentar significativamente os investimentos em infraestrutura e logística, o que poderá ser repassado a outros produtos e atividades que dependem dessas cadeias, como é o caso das rações. O farelo de soja, por exemplo, é muito utilizado na fabricação de rações comerciais para pescados.</p>
<p>A pergunta que fica é a seguinte: haverá um impacto nas cadeias da aquicultura? Ainda não temos essa resposta em definitivo, e é possível que novas atualizações aconteçam até o final do ano, o que pode abrir outros cenários. A especulação que fazemos aqui tem como objetivo provocar o setor aquícola para a possibilidade de uma gestão estratégica deste risco, antecipando ameaças e oportunidades. Afinal, um setor antenado a riscos tem maiores chances de ser resiliente e atenuar os problemas a serem enfrentados. E resiliência é uma palavra que combina com sustentabilidade!</p>
<p><em>Esse texto foi inspirado em um bate-papo com Tomás Pueta, o qual agradecemos pelas gentis e enriquecedoras contribuições.</em></p>
</article>
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		<title>O que o peixe pode aprender com o café?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernanda e Tamara]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Aug 2024 14:20:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sustentabilidade está pra peixe]]></category>
		<category><![CDATA[Aquicultura]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<article>Toda commodity é objeto de questionamento no que se refere a padrões trabalhistas, ambientais e de rastreabilidade. A depender do nicho de mercado, commodities também são questionadas quanto à biossegurança, à qualidade e à origem do produto. Enquanto commodity, o café não foge à regra. Para continuar sendo negociado globalmente, precisou buscar garantias de identificação, origem, rastreabilidade e certificações de sustentabilidade. Acompanhando às exigências do mercado, as certificações na cafeicultura têm evoluído rapidamente ao longo dos anos. Entre as principais certificações internacionais exigidas atualmente pelo mercado cafeeiro, podemos citar Fairtrade International, Fairtrade USA, Rainforest Alliance, 4C e C.A.F.E. Practices. Basta buscar nos rótulos das principais marcas nas prateleiras do supermercado para encontrar alguma dessas siglas e seus logotipos. O mercado nacional também está utilizando selos que têm como objetivo atestar produções orgânicas e/ou de origem comprovada.Que sustentabilidade é a regra do momento e não apenas um jargão, isso sabemos. O interessante, é que nos últimos anos, além de recorrerem às certificações internacionais, as empresas exportadoras de café têm trabalhado seus modelos de negócios com base na criação e gerenciamento de cadeias internacionais de valor. Na prática, isso significa que a cadeia de suprimentos da empresa é monitorada com a implementação de um protocolo privado de sustentabilidade e apenas uma parte estratégica de sua produção é certificada nas normas internacionais exigidas por seus compradores. Mas o que as empresas ganham com isso?</p>
<p>Protocolos privados de sustentabilidade são programas desenvolvidos e geridos por entidades privadas (empresas, ONGs, associações) a fim de garantir práticas responsáveis de produção e consumo, reduzir riscos na cadeia produtiva e gerar impactos positivos e mensuráveis em áreas definidas como relevantes e estratégicas pela empresa. Por meio deles, a empresa consegue mapear o grau de sustentabilidade de sua cadeia de suprimentos, buscar otimizações através da melhoria contínua e se manter atenta a demandas no aumento das exportações, pois com o mapeamento de sustentabilidade, a empresa tem conhecimento de quais fazendas e/ou armazéns estão aptos a passarem por uma certificação exigida pelo potencial comprador. A estratégia é a preparação a longo prazo, antecipando a demanda, reduzindo riscos e custos, e nivelando o desempenho da cadeia produtiva. A fim de aumentar a credibilidade desses protocolos privados, diversas empresas realizam não somente as auditorias internas periódicas, mas também auditorias independentes conduzidas por Organismos de Avaliação da Conformidade. Um exemplo de ESG na prática!</p>
<p>Falando em tendências, não é de hoje que o pescado é visto como uma fonte de proteína de qualidade, saudável e que pode ser mais sustentável quando comparada à outras fontes. O mercado tem tendência de expansão, inclusive para a exportação. Alguns produtores de tilápia estão aproveitando a recente janela de oportunidade que se abriu para o aumento da exportação para os Estados Unidos, todos com certificação ASC (Aquaculture Stewardship Council) e/ou BAP (Best Aquaculture Practices), colhendo os frutos de anos de preparação e investimento. Em outras palavras, sustentabilidade tá pra peixe!</p>
<p>Para surfar essa onda, preparação a longo prazo e um mapeamento aprofundado da cadeia produtiva são fundamentais. Ou seja, nós do mundo dos peixes podemos aprender uma valiosa lição com a cafeicultura: o planejamento estratégico para o desenvolvimento sustentável das cadeias de aquicultura. É visando contribuir com esse objetivo, que temos o prazer de estrear a nossa coluna na Aquaculture Brasil. Aqui, você vai ler sobre as principais novidades do mundo da sustentabilidade e descobrir como a aquicultura pode desenvolver uma cultura de aprendizagem com outros setores. Sempre de forma descomplicada, mas com muito embasamento. Vamos juntos?</p>
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